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FORTE REAL DE SÃO FILIPE

RIBEIRA GRANDE DE SANTIAGO - CIDADE VELHA - Arquitetura militar - Forte ou fortaleza


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O Forte Real de São Filipe foi construído em 1587, em posição dominante de cerca de 120 metros acima do nível do mar, foi a primeira e mais importante fortificação do arquipélago. Encabeçava o sistema defensivo da cidade, composto por mais seis pequenos fortes espalhados em vários pontos estratégicos da Cidade Velha para defender a colônia portuguesa dos ataques dos franceses e ingleses, no contexto da Dinastia Filipina, após os assaltos do corsário inglês Francis Drake em 1578 e em 17 de Novembro de 1585, com a função de defesa da cidade e de seu ancoradouro. As obras foram iniciadas em 1587 e estavam concluídas em 1593, a cargo do engenheiro militar João Nunes e com traça do arquitecto militar Filipe Terzio.

Em 1712, foi tomada de assalto por corsários franceses, sob o comando de Jacques Cassard que saquearam violentamente a cidade, incendiando-a. Foi reconstruído na segunda metade do século XVIII.

Por se situar no lado de terra, sobranceira à povoação da Ribeira Grande, não era possível que, da fortaleza, se fizessem tiros de curto alcance, pelo risco de atingir a povoação.

Na Fortaleza existiam apenas a pequena capela de São Gonçalo, a casa do governador e dos soldados e uma cisterna de água.

Esta cisterna foi construída em 1742, muito depois da conclusão do forte (1593), ficando localizada aproximadamente ao centro do terrapleno. (SANTOS. 2009)


O Forte ou Fortaleza Real de São Filipe, também denominado Fortaleza Real de São Filipe ou simplesmente Cidadela, domina a Ribeira Grande do alto de 120 metros de altitude.

A fortaleza tem planta no formato trapezoidal, com muralhas, dois baluartes pentagonais completos nos vértices a este e a oeste, separados por cortinas, e dois meio-baluartes, a norte e a sul, com respectivas guaritas.

A sudeste  erguem-se o paiol da pólvora e os armazéns, e a oeste, no mesmo alinhamento, os quartéis da tropa. Ao norte e ao oeste, um muro de 480 palmos de altura fechava a defesa. Acredita-se que a praça estava artilhada com nove peças do calibre 18. (SANTOS. 2009).



FORTE REAL DE SÃO FILIPE

CONCELHO        Ribeira Grande de Santiago
LOCALIDADE     Cidade Velha
ENDEREÇO        Cidade Velha



FORTE REAL DE SÃO FILIPE

Muralhas em aparelho de pedra.



FORTE REAL DE SÃO FILIPE

O Forte Real de São Filipe passou por uma  intervenção de conservação e restauro entre 1968 e 1970, e mais recentemente, em 1999, esta última no âmbito do plano de recuperação da Cidade Velha, por iniciativa do Ministério da Cultura de Cabo Verde, sob a coordenação do arquitecto português Siza Vieira, com recursos e execução da responsabilidade da Agência Espanhola de Cooperação Internacional.

Escavações arqueológicas recentes trouxeram à luz os muros dos antigos quartéis e da casa do Capitão-general.



FORTE REAL DE SÃO FILIPE

- SIPA-Sistema de Informação para o Património Arquitetónico. DGPC- Direção-Geral do Património Cultural. http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SitePageContents.aspx?id=08a335ea-db85-4fdd-862b-fe6e623e44a8 consultada em 12/07/18.

-HPIP – Patrimônio de Influência Portuguesa. http://www.hpip.org/def/pt/Conteudos/Contextos consultada en 22/06/18.

-REBOCHO, Nuno. “Dois séculos de história de corsários na Ribeira Grande de Santiago, Cidade Velha”. 2014. http://cidadevelha1462.blogspot.com/2014/01/0487-dois-seculos-de-historias-de.html consultada em 12/08/18.

-SANTOS, E. Fotolog.

http://www.fotolog.com/66_esantos/8214655/ Publicado a 14/10/09. Consultada en 11/04/18

Equipe de redação e investigação: Unidade de Arquitetura Fundação CICOP.

Miguel Ángel Fernandez Matran-Director

Gislaine Hasse- Arquiteta

Aarón José Armas de la Rosa- Arquiteto técnico

Fotografias:

Felipe Monzón

Gislaine Hasse


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Comentario Estuve en el 2006 o así..la fortaleza no es muy espectacular, aunque si lo son las vistas al océano y al cañón de la ribera grande.. A destacar de forma negativa, aunque nada relacionado con el patrimonio, la enorme pobreza de toda la zona..parece mentira que en el siglo actual todavía en algunos sitios realicen economía de trueque puesto que no tienen ningún poder adquisitivo mas lo que cultivan o pescan, aunque a sólo unos kms, en la capital, se alojen todas las fortunas..
Autor

Anónimo


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